sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ALMANAQUE 70, 80, 90´S (parte 2)

  • McGyver não é mais o mesmo!  O herói do seriado dos anos 80, capaz de criar uma bomba letal com um clipe e um chicletinho, perdeu seu corpo atlético e tem circulado bastante acima do peso.  Acredita-se que Richard Dean Anderson, intérprete do ex-agente secreto começou a engordar após o  nascimento de sua filha Wylie, em 1998.  Desde então, o ator, atualmente um sessentão, resolveu dar um tempo na carreira... (e, pelo visto, também nos exercícios físicos, algo que sempre esteve presente em sua vida)... Excessos de peso a parte, a imagem que fica para os fãs, é do personagem extremamente inteligente e criativo que, apesar de nunca usar armas de fogo - por conta de traumas da infância - conseguia fugir das situações mais improváveis.  O seriado durou 7 temporadas, entre 1985 e 1992.  No Brasil, ganhou o nome de "Profissão Perigo" e uma abertura especial com a música "TOM SAWYER", do Rush... Que você também pode conferir aqui, no Almanaque!

  • Criado e interpretado pelo ator Orival Pessini, o cachorro FOFÃO surgiu no programa infantil BALÃO MÁGICO de 1983, exibido pela Rede Globo.  De outro planeta, ele contracenava com a atriz e cantora Simony.  Por conta do sucesso que sua aparição causou, ele passou a falar e ganhou destaque de popstar tendo, inclusive, brinquedos lançados como o boneco que tinha seu nome.  Os anos 80 também foram marcados por excelente músicas românticas internacionais e seus cantores, Marvin Gaye, Bryan Adams, Elton John, Jim Diamond, Paul Young entre outros... alguns fazem sucesso até hoje!!

  •  Se você acompanha as notícias da moda já sabe que ombreiras, calças baggy, cintura alta, leggings, polainas, paletós masculinos para mulheres e várias outras referências dos anos 80 estão de volta.  Mas, caso você não tenha vivido a época, uma dica é fazer uma viagem pelo tempo e buscar inspiração nos filmes da década.  Ao contrário dos figurinos atuais, onde os guarda-roupas das atrizes ganham fama por conta de peças de designers e marcas consagradas, as produções oitentistas retratavam exatamente o que estava no vestuário de todos, caracterizando inclusive mudanças de atitude e comportamento, refletindo inquietações sociais.  O mais comum no visual da época eram os cabelos com volume (destaque para os cachos de Jennifer Grey, que viveu a irmã de Ferris Bueller de CURTINDO A VIDA ADOIDADO); e de Jennifer Beals (FLASHDANCE e A PROMETIDA), ou mechas a la Meg Ryan (em HARRY E SALLY) e Madonna (em PROCURA-SE SUSAN DESESPERADAMENTE).  O segredo é se inspirar e não tentar imitar  pra não correr o risco de pagar mico!  Rs...

  •  Ser criança nas décadas de 70 e 80  era:  brincar de VAI-VEM (precisava de duas pessoas pra brincar deslizando uma bola tipo futebol americano por uma cordinha);  brincar com brinquedos ATMA, TROL, GULLIVER, COLUNA e MIMO.  Tocar instumentos HERING HASTI;  perder horas montando o CUBO MÁGICO, jogar WAR e BANCO IMOBILIÁRIO(conhecido atualmente como MONOPÓLIO);  colecionar PLAYMOBIL, atazanar a vizinhança com um BATEBAG;  ter PISCINA TONE; CACHORRINHO XERETA; CARRINHO DE BOMBEIRO DA ESTRELA; BONECO LANGO-LANGO e ROBÔ ARTHUR... ter CARRINHOS DE FERRO MATCHBOX, PEGASUS, STRATUS ou COLOSSUS da Estrela, ganhar BONECA FEIJÃOZINHO E FOFOLETE... Como é bom recordar!


 


 





  • Existem produtos que ao longo do tempo mudaram de embalagem, outros saíram de linha e não estão mais a venda nas prateleiras dos mercados, mas são marcas tão fortes na memória que a gente até estranha quando alguém diz que nunca ouviu falar deles!!  Você também adorava comer DEDITOS?  Aqueles palitinhos de bolacha cobertos com chocolate fabricados pela São Luiz??  A gente comia um atrás do outro e num piscar a caixinha estava vazia... Nos anos 70 e 80 os sorvetes de massa vinham  em caixas de papelão (os chamados tijolos de meio litro) ou  nas latas ( embalagens de 2 litros).  Era comum em datas comemorativas (como o Natal), os fabricantes de sorvetes lançarem as latas decoradas, cada sabor com um tema...uma mais linda que a outra... Nessa época, KIBON e YOPA eram as grandes concorrentes desse mercado.  Certamente alguém sempre tem uma vovó ou tia avó que guardam até hoje os biscoitos e a farinha numa dessas latinhas, né???!  Mais uma deliciosa lembrança pra você matar saudades aqui no ALMANAQUE!







  •  Naquele tempo, quando não havia Cinemark, a gente frequentava os cinemas do bairro ou do centro da cidade.  Os cinemas tinham o lanterninha, que diferente de hoje, além de repreender os baderneiros ainda ajudavam as pessoas atrasadinhas a encontrar um local no meio da escuridão para se sentarem.  Mas, se você chegasse cedo, ficava na sala de espera que tinha alguns sofás e, é claro, uma bomboniere vendendo DROPS DULCORA, aquelas bolinhas de licor PAN ou pipoca (que não pode faltar no cinema, em qualquer época da história...rs).  De repente, lá estávamos no escurinho do cinema, a cortina  abria devagar e na telona começava a passar o DOCUMENTÁRIO CANAL100 (que era obrigatório antes das exibições)... Então... em época de censura tinha dessas coisas!!


 
 




  • A TV GLOBINHO, do novo milênio (que as crianças assistem também hoje em dia), na década de 70 era apenas GLOBINHO e, como seu nome já faz deduzir, o programa sempre foi voltado mesmo para o público infanto-juvenil, mas tinha muito marmanjo que assistia (talvez pelo seu formato de telejornal).  O GLOBINHO era apresentado pela carismática PAULA SALDANHA, filha do comentarista esportivo e também saudoso João Saldanha, e tinha o mascote, o macaquinho Loyola.   O programa foi ao ar, neste formato, de 1972 a1983.  Em meio a entrevistas e reportagens, também eram apresentados os desenhos animados:  MIO e MAO(os gatinhos de massinha) e FAMÍLIA BARBAPAPA(que era tão adorada pelas crianças que passou a ser explorada comercialmente em diversos produtos infantis, especialmente materiais escolares) .  O Globinho,  em época de governo militar, era o único telejornal que não sofria censura prévia por ser um programa infantil.  O programa tinha correspondentes mirins em cinco capitais do Brasil... Chic, né? Mais uma bonita recordação aqui do seu ALMANAQUE.

     
  • Nos anos 70 e 80, as crianças paravam tudo o que estivessem fazendo para sentar em frente a telinha e assistir mais um ensinamento de origami ou artesanato do Plim Plim - O Mágico do Papel, na TVE.  Hoje quarentões, os fãs de Gualba Pessanha (verdadeiro nome do Plim Plim), estão indignados, pois, com a saída da mídia televisiva, o artesão "sumiu".  Anos depois, com o advento da internet e das redes sociais, alguns fãs do Plim Plim procuraram algum arquivo ou site que pudesse contar "Por onde anda O Mágico do Papel" e, pasme:  nem Wikipedia, nem Youtube... No Google apenas uma capa de um de seus livros... Nada disponível!  A última coisa de que se tem notícia sobre Gualba Pessanha é que há pouco mais de um ano, ele sofreu um AVC(Acidente Vascular Cerebral) e foi internado num hospital em Campos dos Goytacazes(RJ), onde ficou bom tempo se recuperando, ensinando origami e onde fez 300 pássaros de dobradura para enfeitar a árvore de natal do hospital.  Infelizmente, veio a falecer dia 7 de agosto de 2010, segundo um comunicado da sobrinha do artista numa comunidade do Orkut feita por seus fãs!  A TV Brasil bem que poderia disponibilizar algum clip ou imagens do Plim Plim - O Mágico do Papel, pra gente matar saudades e para quem não teve a chance de conhecer esse grande artista que fez parte da nossa infância.  Fica aqui a homenagem do Almanaque ao querido Gualba Pessanha (PLIM PLIM - O MÁGICO DO PAPEL).





  • É A CARA DOS ANOS 80...             
  1. Ter amigo ou parente que viajasse com frequência para Manaus.  O sujeito podia comprar baratinho jogos eletrônicos de bolso na Zona Franca, onde havia uma oferta muito maior que nas lojas das grandes cidades;
  2. Juntar moedas naqueles cofrinhos distribuídos nos bancos, depois abri-los e esparramar as moedinhas nos contadores que separavam as moedas de acordo com seus valores;
  3. Gravar músicas de rádio em fitas K-7, mesmo com vinhetas ou com o locutor falando no rabicho da música;
  4. Responder aqueles questionários enormes que ocupavam quase todas as páginas do caderno, só pra saber uma única coisa, no final:  quais meninos as colegas achavam mais bonitos... e não podia mentir!
  5. Pedir a quem fosse aos "STATES" para trazer M&Ms e Batata Pringles!
E aí?  Passou um filminho na sua cabeça?




  • Não dá pra falar de anos 80 e 90 e não lembrar das promoções da Coca-cola... Como a das mini-garrafinhas que tinham um líquido dentro e eram miniaturas perfeitas dos refrigerantes vendidos em todos os países onde era fabricado... e também tinha o mini-engradado vermelhinho;  também deve ter passado pela febre dos io-iôs Russel e dos campeonatos de malabarismos e truques que a garotada fazia na hora do recreio da escola:  o balanço, a estrela, o cachorrinho... Teve ainda a coleção das miniaturas dos jogadores da seleção brasileira da copa e, logo após, vieram os GELOUCOS... Enfim... Nas últimas décadas a fabricante de bebidas lançava uma nova mania que contagiava crianças e adultos!






  • Se você foi criança nas décadas de 70 e 80, recorda que em festa de Natal... a gente sempre deixava um bilhetinho (Não esqueça a minha Caloi) conforme pedia o comercial da tv, e até que o pedido fosse atendido, ia deixando o mesmo bilhete no aniversário, no dia da criança, etc... até o natal seguinte!  E, nessa época havia o Jingle do Banco Nacional:  "Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz...", que a gente sabe cantar até hoje... E, sempre tinha um parente que levava o Lp (long play) da HARPA E A CRISTANDADE, pra tocar no momento da ceia e da troca de presentes e o clima em família ficar ainda mais natalino...rs!  Mais uma do fundo do baú aqui do ALMANAQUE...






  • Muita gente deve se perguntar de onde veio a expressão:  "não caiu a ficha"... E, naturalmente essas pessoas não devem ter vivido a década de 70... Afinal,  "cair a ficha" era da época em que usar o cartão telefônico no orelhão não passava de um sonho muuuito distante!  A gente comprava as fichinhas que, em ligações locais davam direito a três minutos de conversação.  O tempo começava a contar quando alguém do outro lado atendia e a ficha caía... E, quando não caía é porque a pessoa não atendia ou dava sinal de ocupado (o famoso "tu-tu-tu")... Nos anos 70, os telefones públicos eram vermelhos e enormes e, difícil encontrar um que funcionasse direito.  Telefone fixo era coisa de famílias abonadas e geralmente quem não tinha dinheiro para comprar ações da companhia telefônica passava ou usava o número da vizinha.  Celular?  Nem pensar!  Internet?? Nem em sonho... Taí mais um pedacinho do passado pra você, no Almanaque.




  •    Todo dia é dia, toda hora é hora de saber que esse mundo é seu... se você for amigo e companheiro, com alegria e imaginação... vivendo e sorrindo, criando e rindo, será muito feliz e todos... serão também!  Era assim a abertura da VILA SÉSAMO na sua versão adapatada para o Brasil, de 1972 a 1976... a criançada corria pra assistir na telinha, Enio, Beto, Garibaldo e até o chato do Gugu dentro de seu barril!  Os baixinhos que assistiam Vila Sésamo recebiam doses diárias de ensinamentos que ajudavam a contar, soletrar, ler, além de hábitos de higiene e saúde... tudo isso, brincando com os personagens que proporcionavam um programa divertido e educativo como há muito não se vê na televisão brasileira.  A versão original SESAME STREET passa até hoje na CTW, o canal americano que criou a atração.  Que bom relembrar Vila Sésamo aqui no Almanaque!

  • O que a galera oitentista deixava a desejar no quesito "papo reto" sobrava em "criatividade", quando se tratava de fazer amizades ou sobre paqueras.  Na sala de aula as meninas gostavam de fazer um caderno inteirinho de enquete com perguntas do tipo "O QUE VOCÊ ACHA DA DONA DO CADERNO? ESTÁ APAIXONADO POR ALGUÉM DA TURMA? DIGA QUEM OU DEIXE UMA PISTA"... De posse de informações tão preciosas, a dona do caderno podia até bancar o cupido de algum colega ou então tirar o time de campo ao saber que seu pretendente estava afim de outra garota... e ainda investir na paquera quando todas as respostas do menino davam a entender que ele só tinha olhos pra ela!!  Quanta ingenuidade!  Bons tempos...

  • Nos anos 70 a gente colocava o material escolar na pasta que era de papelão forrado com um plástico preto imitando "couro sintético".  A lista de material pedia estojo completo... quem tinha grana comprava o da Faber Castel (na época, JOHANN FABER), caso contrário, providenciava um vazio e mandava completar na papelaria com material mais em conta.  Haviam as canetinhas SYLVAPEN E PELIKAN... e não era vergonha levar o lanchinho de casa... O pior de tudo era beber KI-SUCO quente no copo de TUPPERWEAR (tapauer) com CHEESITOS da KELLOGS... A gente torcia pra "tia" sair pra rodar um trabalhinho no mimeógrafo a álcool pra fazer bagunça... Os professores tinham um método infalível de fazer a turma ficar quietinha:  CABEÇA BAIXA(cruzar os braços sobre a carteira e abaixar a cabeça sobre eles) e CABEÇA ENTERRADA (quando a professora tava muito brava e mandava a gente cruzar os braços sobre a mesa e abaixar a cabeça com o rosto "enterrado" na carteira)... Apesar das esquisitices, os alunos respeitavam muito mais os professores naquela época!

     













  • Hoje em dia é lei... se você vai ao mercado e encontra um produto com um preço na gôndola e outro diferente na embalagem, vale o preço mais barato... e o estabelecimento é que tem que arcar com as responsabilidades do equívoco.  Mas, se essa lei existisse nos áureos tempos da inflação galopante, imagina a confusão que seria!  Era comum a gente ver a maquininha etiquetadora "esquecida" na gôndola e, isso acontecia porque, embora pareça difícil imaginar, o mesmo produto podia mudar de preço várias vezes por semana e até, por dia , sempre "pra mais"... (seria cômico se não fosse trágico)... mas se você quisesse encontrar alguma coisa em conta, neste país, em época de inflação, era melhor comprá-la na semana passada, no ano passado,  enfim...rsss...De lá pra cá, passamos pelo cruzeiro, cruzado, cruzado novo e o assunto "inflação" era o favorito dos nossos humoristas... Bom... esses tempos, graças a Deus, ficaram para trás... Não se sabe até quando o dragão da inflação vai ficar preso, mas por enquanto, é bom que ele fique só na lembrança,  mesmo! 






  • Nos anos 80 você cantava URSINHO BLAU BLAU e MAMA MARIA, lembrava de todas as músicas do especial PLUNCT PLACT ZUM, era fã de Menudo, Tremendo ou Dominó.  Torcia contra a Lucinha Lins com Purpurina, no Festival de 82, versus Planeta Água de Guilherme Arantes... Curtia Menina Veneno do Ritchie e Bette Davis Eyes da Kim Carnes e sabia decor as músicas da Blitz... Foi ou conheceu alguém que foi de excursão assistir o show do RPM... Sofreu com o Brasil na copa de 82... E, falando das coisas mais sérias, ainda tinha aulas de Moral de Cívica na escola e participava todo ano das eleições dos membros do Centro Cívico Escolar... É bem verdade que boa parte da galerinha do novo milênio nem saiba o que é isso!  Mas quem viveu a época lembra que havia uma comissão para levar, escoltar e hastear a bandeira nacional no momento de cantar o hino!  A gente achava meio chato mas, esse hábito cultivava o amor e o respeito pelo nosso país!






  • Filho de músicos, Luciano Nassyn começou cedo na vida artística.  Aos quatro anos já participava de comerciais para a Tv e fazia shows infantis ao lado de palhaços.  No início dos anos 80, sua carreita despontou ao participar do Festival Internacional da Criança, promovido pela BMG, na época RCA.  Foi onde conheceu Patrícia Marx... Na ocasião, Patrícia e Luciano gravaram o disco Clube da Criança com Xuxa, Pelé e Carequinha.  Depois chegaram Juninho Bill e Vanessa, e o quarteto transformou-se no TREM DA ALEGRIA, que virou sucesso no Brasil inteiro com hits infantis lembrados até hoje.  O segundo disco, com músicas como HE-MAN, FERA NENEM e PIUÍ ABACAXI, vendeu mais de um milhão de cópias.  Luciano cresceu e, em 88, já adolescente, deixou o grupo, um momento que ele define como "um grande choque" pois, pela primeira vez, em 10 anos, ficaria sem os shows, as viagens com o grupo e as bagunças... Hoje ele mata saudades dos bons tempos fazendo shows com outros artistas e bandas oitentistas...Pra você que curtiu o TREM DA ALEGRIA e até hoje canta as músicas quando ouve, o ALMANAQUE lembra Luciano Nassyn.





  • Quem passou pelos anos 70 com certeza vai lembrar... de ter que assistir o documentário do Canal 100 antes de ver o filme do cinema;  da mensagem da censura que precedia o programa na tv dizendo "que era apropriado para  maiores de tal idade";  do técnico de tv indo a sua casa para trocar uma válvula queimada... da tv estourando quando seu pai não queria chamar o técnico e resolvia trocar a válvula por conta própria;  das vitaminas qua as mães davam pra gente como:  BIOTÔNICO FONTOURA , EMULSÃO SCOTT (que na verdade era óleo de fígado de bacalhau), TERRAGRAN, CALCIGENOL;  dos vendedores de algodão doce e biju fazendo barulho com a matraca pelas ruas; de ter feito compras nas lojas PEGPAG, CASAS DA BANHA, DUCAL, SEARS, MESBLA, SANDIZ, GABRIEL GONÇALVES ou BRASTEL;  de juntar moedinhas num cofrinho da caderneta de poupança DELFIM ou COMIND;  de ir ao aquário de Santos pra ver o Leão Marinho (em São Paulo) ou de ir ao Tivoli Park da Lagoa (no Rio)... Se você lembrou de muitas dessas coisas, com certeza aproveitou bastante dessa década e o  Almanaque tá aqui pra isso:  pra reavivar a sua memória!!







  • Já ouviu falar de Antônio Carlos Senefonte?  Não conhece? E KID VINIL, conhece?  Antônio Carlos Senefonte, o Kid Vinil é cantor, radialista, DJ e jornalista... e sua vida, totalmente ligada à música.   Ele foi vocalista da banda Magazine, que fez sucesso nos anos 80 com "Sou Boy",  "Tic-tic Nervoso" e "Comeu", entre outros rocks básicos e divertidos.  Comandou inúmeros programas de rádio nos quais só tocava novidades e clássicos do rock.  De quebra, é Dj em festas descoladas e escreve em jornais e revistas, além de ser autor de um livro que vendeu mais de 20 mil exemplares, chamado "Almanaque do Rock".  Kid Vinil mantém sua fé no rock and roll e no rock tupiniquim... O Almanaque homenageia KID VINIL, um dos ícones dos anos 80!




  • Muito antes de integrar os "Trapalhões" e entrar para a história da televisão brasileira, "Mussum da Mangueris" trilhava outro caminho artístico.  A música era o instrumento usado desde os anos 60 por Antônio Carlos Bernardes Gomes, que mesmo cantando ou tocando se destacava por sua capacidade de divertir as pessoas.  Boa parte da obra do sambista, morto aos 53 anos, é desconhecida do grande público, principalmente das gerações que já o conheceram fazendo piada.  Agora, os fãs também contam com o relançamento do disco "Mussum", de 1980, pela gravadora Sony Music.  O álbum, foi lançado na fase áurea dos Trapalhões e, como material musical, é um grande disco de samba.  Vale mencionar que, como "ser trapalhão" já era profissão para Mussum, a faixa "Descobrimento do Brasil" conta com a participação de Didi, Dedé e Zacarias.  Pra você que curte samba e é fã de Mussum, um prato cheio!!

 




  • É A CARA DOS ANOS 80(PARTE 2)...
  1. Encapar livros e cadernos com contact e depois colar etiquetas com nome.  Mas, no início dos anos 80, o que se usava eram aquelas fitas de plástico duro e de várias cores onde um aparelhinho gravava letras e números.  Lembra?
  2. Não se sabe porque mas, a mania da época era ter cachorrinho pequinês:  o cachorro era  feio, mal humorado, latia histericamente e era de lei ter uma vizinha, amiga ou tia velha com um cão dessa raça!
  3. Saber decor os nomes exóticos dos filhos de Baby Consuelo e Pepeu Gomes:  Riroca, Zabelê, Nanashara, Pedro Baby, Krishna Baby e Kriptus Rá.
  4. Fazer desenhos e pedir autógrafo dos amigos no gesso quando se fraturava alguma parte do corpo... Mas tinha sempre alguém que não deixava escrever e queria manter o gesso branquinho!
  5. Usar mercurio cromo nos curativos porque Merthiolate ardia a bessa!!
Se identificou com alguns desses itens?  Então os anos 80 são a sua cara!






  • Hora de lembrar de algumas figuras que ficaram marcadas por conta da publicidade, especialmente na década de 80:  O GAROTO BOMBRIL - criado por Washington Olivetto e Francesc Pettit, foi considerado o mais importante garoto-propaganda dos anos 80.  Quem encarnava o personagem era o ator Roberto Moreno.  Na seleção de atores para o papel, 40 participaram dos testes e, entre os cotados estava Marco Nanini... Atualmente Roberto Moreno ainda é o GAROTO BOMBRIL, fazendo propaganda de toda a linha de produtos da marca.  Já o Baixinho da Kaiser, surgiu em 1984 da forma mais inusitada possível:  na ideia original, todos apareciam dançando ao som do jingle "A Kaiser é uma grande cerveja"... mas um sujeito em especial, chamou atenção da produção por ser desengonçado, errar os passos, confundir direita com esquerda e atrasar as filmagens.  Nascia o Baixinho da Kaiser, o catalão José Valien Royo que ficou 16 anos no posto!

 





  • Os marmanjos de hoje, na faixa dos 30 e 40 anos devem se recordar que muitos papais, na década de 70 simplesmente paralizavam diante da televisão com a aparição de alguma beldade, o que deixava muitas mamães  irritadas (algumas coisas não mudam nunca, não é mesmo?rs)... Uma dessas belas da tv era Katherine Lee Riddell Caughey de Barbosa Lyra, mais conhecida como KATE LYRA... a norte-americana, casada com o compositor Carlos Lyra, foi musa dos humorísticos de tv e ficou famosa pelo bordão "Brasileiro é tão bonzinho!", no programa A PRAÇA DA ALEGRIA.  A loira que é atriz, compositora, roteirista e pesquisadora de música, lançou em 2007 um dvd abordando a culinária brasileira, com áudio em inglês.  Em 2010, a atriz deu as caras em PASSIONE, de Silvio de Abreu, e os "vovôs e bisavôs" certamente aprovaram, porque ela continua linda!

 




  • ROCK IN RIO - Inesquecível na cabeça de qualquer oitentista, o  Rock In Rio foi um divisor de águas.  Idealizado por Roberto Medina, teve 14 atrações internacionais (coisa rara, na época, no país) e 15 nacionais.  A Cidade do Rock foi construída especialmente para o evento.  Dez dias de show em janeiro de 1985 e 90 horas de rock, jazz, balada e até forró.  Na platéia um milhão 350 mil pessoas.  A música tema, todo mundo conhecia:  "Que a vida começasse agora, que o mundo fosse nosso de vez, que a gente não parasse mais de se amar, de se dar, de viver... ôôÔ Rock In Rio"(era cantada pelo Roupa Nova).

  • ROCK IN RIO (PARTE 2) -  Vamos listar as feras que fizeram parte do Rock In Rio:  Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Baby e Pepeu,  Ivan Lins, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, Blitz, Lulu Santos, Moraes Moreira, Alceu Valença, Kid Abelha, Eduardo Dusek, Barão Vermelho, Rita Lee, Whitsnake, Iron Maiden, Queen, Al Jarreau (ól jarrô), James Taylor, George Benson, Nina Hagen, GoGo´s, Rod Stewart, Scorpions, AC/DC, Ozzy Osbourne, Yes e B-52´s.  Os dias mais concorridos, de maior público, foram três:  12, 18 e 19 de janeiro.

  • ROCK IN RIO (PARTE 3) - No Rock In Rio foram consumidos 1 milhão 600 mil litros de bebida, 7 mil e 500 quilos de macarrão, 3 mil quilos de queijo ralado, 900 mil sanduíches, 33 mil tubos de mostarda, 500 mil fatias de pizza, 800 quilos de gel para cabelo, 123 mil quilômetros de papel higiênico, 58 mil 185 hamburgueres... NUM SÓ DIA!!  Esses números foram parar até no Guinness Book!

  • Na década de 70, as Tvs ainda eram valvuladas e ligadas a estabilizadores de tensão:  uma caixinha semelhante ao estabilizador do computador, só que de ferro.  se você não regulasse o estabilizador corretamente a tela ficava brilhante ou meio apagada e podia até queimar... Se queimasse, babau... Mandar consertar saia caro e comprar outra, então, nem se fala!!  Por essas e outras, naquele tempo as crianças nem boliam na televisão.  Geralmente se pedia aos pais ou algum adulto para ligar a TV, e, com esse "poder nas mãos", muitas vezes, nós só assistíamos tv depois de fazer as tarefas escolares, decorar a tabuada ou estudar para a prova!  A maioria das Tvs era em "preto e branco" mas tinha umas com película transparente em verde e rosa meio degradé, que era a coisa mais ridícula do mundo...rssss... Até que surgisse a tecnologia do televisor a cores, esse era o jeito de se ver alguma cor nas imagens da telinha!





  • Hoje em dia qualquer um pode ser um bom repórter fotográfico ou cinematográfico:  as câmeras digitais estão em toda parte e também nos celulares!  Mas, na década de 70, as câmeras no estilo XERETA era as mais populares... com seu flash descartável em forma de cubinho... Cada click queimava uma face do cubo e, ao terminar todas as faces, era só substituir!  Apesar da evolução da tecnologia fotográfica, há quem prefira o romantismo das fotos em preto e branco, originárias de décadas anteriores aos anos 70!  E você?  Sente saudades da sua Xereta ou prefere guardar seus melhores clicks em pendrives?  Mais uma lembrança bacana no seu Almanaque!



Um comentário:

  1. http://latuffcartoons.wordpress.com/2012/08/23/tributo-a-gualba-pessanha-o-plim-plim/

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